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Basset Hound

FICHA TÉCNICA

HISTÓRIA

Uma raça secular que chamou a atenção de Shakespeare

De linhagem antiga, o Basset Hound foi criado em França, durante a Idade Média. Muitos historiadores defendem a tese de que esta raça foi desenvolvida pelos frades franceses da Abadia de S. Humberto, responsáveis pela criação do Bloodhound. Pretendendo criar um cão semelhante a esta raça mas que fosse mais pequeno e lento para que pudesse ser seguido a pé numa caçada, os frades da Abadia de S. Humberto teriam criado o Basset Hound. Contudo, não existem provas concretas que atestem a veracidade desta tese. Aquilo que se sabe é que a primeira referência aos cães de tipo “Basset”, palavra que deriva de “bas” e que significa baixo, ocorreu em 1561, num texto sobre caça da autoria de Jacques du Fouilloux.

Esta raça foi desenvolvida e aprimorada na Grã-Bretanha a partir do século XVII, tendo merecido uma descrição poética por parte William Shakespeare: “possui orelhas que varrem o orvalho da manhã”.

Terá sido, muito provavelmente, a partir de uma exposição canina realizada em Paris, em 1863, que o Basset Hound apaixonou os franceses.

Segundo alguns historiadores, o Marquês de La Fayette, um aristocrata e militar francês que combateu na guerra pela independência dos Estados Unidos, ofereceu a George Washington, primeiro presidente daquele país, dois Basset Hounds.

No entanto, o apogeu da popularidade desta raça aconteceu já no final do século XIX, principalmente em Inglaterra, onde foi muito apreciada pela sua beleza e temperamento.

temperamento

Tolerante e meigo mas também teimoso

Conhecido pela sua simpatia e sociabilidade, dando-se bem com outros animais e sendo muito tolerante com as crianças, o Basset Hound é um cão meigo para quem não existem estranhos, já que trata qualquer pessoa como um amigo.

A sua atitude pachorrenta torna-o ideal para viver em apartamento, contudo importa também salientar que por ser teimoso e, até, obstinado, o treino apresenta-se como uma tarefa difícil. É fundamental não perder a paciência e manter um elevado grau de tolerância, tendo sempre presente que os Bassets possuem um natural grau de independência, preferindo explorar o mundo do que prestar atenção aos comandos do dono.

O Basset Hound não gosta de ficar sozinho, procurando sempre a companhia dos seus donos, embora não seja daquelas raças muito expressivas e que demonstre grandes manifestações de afecto.

Nos momentos dos passeios, que são absolutamente fundamentais para o seu bem-estar, é preciso ter cuidado para não perder um Basste Hound de vista, uma vez que esta raça, de apuradíssimo olfacto, facilmente se afasta e se perde no universo de odores das ruas e jardins.

saúde

Assim como acontece com o Dachshund (ou Teckel), entre outras raças com o dorso muito longo, o Basset Hound pode ter problemas nos discos intervertebrais e, em última instância, desenvolver uma paralisia, pelo que é altamente aconselhável que não suba escadas e que não seja levantado na vertical, devendo-se sempre manter o seu corpo o mais na horizontal possível.

O grande apetite dos Bassets em geral, acompanhado da sua atitude passiva, leva a que engordem facilmente, pelo que convém adoptar uma alimentação equilibrada.

Alguns exemplares poderão sofrer de torção de estômago, doenças cardíacas e problemas dermatológicos. A displasia da anca e a glaucoma também afectam alguns exemplares.

Finalmente, dado o tamanho das orelhas, é importante mantê-las limpas para evitar potenciais infecções, sendo também importante limpar a região dos olhos e as rugas da pele.

características

Curiosidades

O Basset Hound é a imagem de marca da empresa de calçado, internacionalmente conhecida, Hush Puppies.