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Cão de Gado Transmontano

FICHA TÉCNICA

HISTÓRIA

O pastor dos montes

A origem desta raça relaciona-se com a dos outros mastins ibéricos, que partilham, entre si, a função fundamental de proteger o rabanho de potenciais predadores, particularmente o lobo ibérico.

O Cão de Gado Transmontano foi criado no nordeste da região de Trás-os-Montes, apenas com uma ligeira intervenção humana no seu processo de desenvolvimento.  Esta região caracteriza-se por uma paisagem muito montanhosa e, por consequência, de difícil circulação, bem como por um peso importante do sector pecuário, onde se destaca o gado ovino e caprino.  Para manter a salvo as ovelhas e as cabras neste tipo de relevo, esta raça possui uma grande resistência que lhe permite galgar muitos quilómetros por dia durante a transumância.

A importância destes cães para os pastores transmontanos é tal que, para serem indemnizados pelas ovelhas ou cabras mortas por lobos, precisam de provar que têm, pelo menos, um cão para cinquenta cabeças de gado.

O êxodo rural e a emigração que têm afectado esta região fizeram decrescer o número de exemplares da raça. Para responder a este problema, são realizadas anualmente exposições e programas que visam proteger e divulgar o Cão de Gado Transmontano. O trabalho desenvolvido no Parque Natural de Montesinho, onde as ninhadas são monitorizadas e postas à disposição dos pastores locais, tem sido muito profícuo para a preservação e apuramento da raça. 

Para além das suas funções originais de guarda de rebanhos, o Cão de Gado Transmontano tem vindo também a ser usado como cão de guarda de propriedades.

Apesar de existir há muito tempo, apenas recentemente alcançou o reconhecimento do Clube Português de Canicultura. Agora, já só falta o reconhecimento da Federação Cinológica Internacional (conhecida pele seu nome em francês: Fédération Cynologique Internationale).

temperamento

Um fiel companheiro, faça chuva ou faça sol

Possante e um excelente cão de pastoreio e de guarda, o Cão de Gado Transmontano, apesar de reservado, tem um temperamento dócil e sereno, mostrando-se muito afável e sensível relativamente a desconhecidos quando percebe que a sua presença não representa perigo.

Ainda assim, não é o cão ideal para donos sem experiência, uma vez que a sua força aliada à sua independência e ao seu sentido territorial podem, caso não seja devidamente educado e socializado, causar problemas.

Como acontece com os cães pastor, esta raça desenvolve uma ligação muito forte com o seu dono, podendo demonstrar-se possessiva relativamente a este, bem como relativamente a comida e a brinquedos. Contudo, esta tendência pode ser contrariada através de um treino adequado.

O Cão de Gado Transmontano está preparado para suportar as grandes diferenças de temperatura que se fazem sentir na região transmontana, onde, segundo um dito popular, o ano é composto por “nove meses de Inverno e três de inferno”. Para se proteger, escava buracos na terra, procurando escapar quer do vento forte, quer do calor tórrido.

Sendo um excelente cão de companhia, esta raça não é a ideal para viver num apartamento, a não ser que tenha um terraço de grandes dimensões e que lhe sejam proporcionados passeios regulares no campo.

saúde

Como acontece com as outras raças portuguesas, a rusticidade do Cão de Gado Transmontano faz dele uma raça saudável. Ainda assim, pode ser afectado pela displasia da anca e do cotovelo, que tipicamente surgem em raças de grande porte. Para evitar o alastramento destes problemas, é muito importante que os progenitores sejam despistados antes de acasalarem.

Outro problema que pode afectar a raça é o prognatismo, que consiste numa deformação da face, envolvendo ossos, dentes e músculos.

A pelagem deve ser escovada regularmente para retirar a sujidade e manter a pele saudável.

características

Curiosidades

Das onze raças portuguesas, o Cão de Gado Transmontano é a que possui o maior porte.