
As origens desta raça são alvo de acesa discussão. Muitos estudiosos consideram que o ancestral do Chihuahua remonta ao Techichi, um cão que vivia de forma selvagem e que foi domesticado pela civilização pré-colombiana Tolteca, que dominou grande parte do México entre os séculos X e XII. De facto, foram encontradas nesta região figuras de um cão miniatura e, no próprio folclore mexicano, podemos encontrar pistas de que esta raça foi criada e desenvolvida no México, especialmente no Estado de Chihuahua, que lhe veio a dar o seu nome.
No entanto, a falta de provas concretas leva à construção de outras teorias. Uma delas aponta para que esta raça tenha origem no antigo Egipto, apoiando-se nos restos mumificados com mais de três mil anos daquilo que poderá ter sido um Chihuahua. Segundo outra teoria, os chineses chegaram à América antes dos europeus, levando consigo cães miniatura, como o Chinese Crested Dog. Finalmente, uma outra teoria, que reúne o consenso de muitos investigadores, aponta para que os exércitos espanhóis, liderados por Hernán Cortés, tenham levado para o México, em 1519, pequenos cães que viriam a dar origem ao Chihuahua que hoje conhecemos.
Nos finais do século XIX, esta raça começa a ganhar fama além-fronteiras. Contudo, com a chegada da II Guerra Mundial, o número de exemplares da raça diminui muitíssimo, chegando a ficar perto da extinção. Com o fim do conflito, o Chihuahua voltou a ser uma raça em expansão e, hoje, é conhecida nos quatro cantos do mundo e uma fonte de orgulho para os mexicanos.
O curioso e enérgico Chihuahua é conhecido por ser uma raça muito protectora relativamente ao seu dono, ladrando para qualquer estranho que se aproxime. Convém que, desde pequeno, seja habituado a conviver com pessoas e cães que não conhece, para que se torne num cão sociável e menos possessivo em relação ao seu dono.
Não tem uma relação muito amigável com outros animais e, relativamente a crianças, apesar de poder ser um magnífico companheiro, convém vigiar esta relação, principalmente quando elas são muito pequenas, uma vez que o Chihuahua pode demonstrar pouca paciência para as suas traquinices.
Apesar do seu tamanho, o Chihuahua tem as mesmas necessidades das outras raças, precisando de passear, correr e explorar o mundo à sua volta. Estes passeios são fundamentais para o seu equilíbrio, evitando que acumule índices de stress indesejáveis que se manifestarão num nervosismo que poderá incomodar aqueles que o rodeiam.
Esta não é uma raça difícil de treinar, bastando o seu dono alterar o tom de voz para que perceba se está a agir bem ou mal.

Das raças existentes e oficialmente reconhecidas pela FCI (Federação Cinológica Internacional), o Chihuahua é a mais pequena de todas.