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Cão Nosso - Pet Sitting

Weimaraner

FICHA TÉCNICA

HISTÓRIA

O cão do Duque

A história daquela que é, muito provavelmente, a mais antiga das raças alemãs de cães de parar é alvo de controvérsia e de diferentes interpretações. Existe, ainda assim, um consenso sobre aquele que terá sido um dos seus principais ascendentes, o já extinto cão de caça Leithund.

Embora no século XVII existissem exemplares parecidos com a raça que hoje conhecemos, representados nas pinturas de Antoon van Dyck, foi no século XIX que o seu desenvolvimento ocorreu. Este processo começa pela mão de criadores e caçadores experientes da região de Turíngia, que cruzaram o então cada vez menos procurado Leithund com o Hühnerhund, um cão de parar muito utilizado naquela altura.

Mas foi o Grão-Duque de Saxe-Weimar-Eisenach, Karl August, conhecido pelo seu apoio aos intelectuais da época (como Goethe) e pela paixão pelo desporto, nomeadamente por corridas de cavalos e pela caça desportiva, quem, juntamente com outros cinófilos, apurou a raça e a criou tal como a conhecemos hoje. Este facto levou a que Weimar, cidade natal de Karl August, estivesse presente no nome desta raça, que tanto pode ser chamada Weimaraner como Braco de Weimar.

A aristocracia alemã utilizava o Weimaraner para a caça grossa mas, quando esta actividade passou a ser menos praticada, no início do século XX, o número de exemplares desta raça diminuiu significativamente. Graças a uma criação rigorosa e selectiva, o Weimaraner adaptou-se a outros tipos de caça, passando a ser capaz de caçar, apontar e recuperar (ou cobrar), tornando-se, por isso, num cão de parar polivalente. As raças com estas características são classificadas pelos ingleses como HPR - Hunt, Point and Retrieve.

A variedade de pêlo comprido, raramente vista, surgiu entre os finais do século XIX e os inícios do século XX.

Actualmente, o Weimaraner, a que muitos chamam “o fantasma cinzento”, é uma raça popular em todo o mundo, tendo, para isso, contribuído a sua elegância, graciosidade e indiscutível beleza.

temperamento

Um caçador muito dedicado

Dócil e profundamente ligado à sua família, estando sempre disposto a segui-la para todo o lado, o Weimaraner é uma raça especialmente dependente do seu dono, sofrendo bastante com a sua ausência. Não se dando bem com a vida no exterior de casa, esta raça prefere dormir o mais perto possível da sua família, possuindo um instinto de protecção e uma desconfiança em relação a estranhos maiores comparativamente a outros cães de parar.

A sua energia, inteligência e necessidade de estar sempre com os seus donos obrigam a que estes disponham de muito tempo para o exercitar física e psicologicamente. De facto, o Weimaraner é das raças que mais dificilmente suporta longos períodos sem a sua família e sem estímulos exteriores, podendo tornar-se destrutivo e fazer estragos na mobília e outros objectos de casa.

Contudo, para pessoas a quem não falta tempo para dedicar ao seu cão, esta poderá ser a raça ideal devido à sua enorme vontade de agradar aos donos e grande capacidade de aprendizagem.

saúde

Os principais problemas do Weimaraner são a torção gástrica e a displasia da anca. Outras preocupações que podem surgir são as infecções nos ouvidos, deformações na espinha (espinha bífida) e problemas oculares, como a distiquíase.

Sendo uma raça que sofre especialmente com a ausência do dono, tem uma tendência acima da média para desenvolver problemas de ansiedade de separação.

Tanto a variedade de pêlo curto, mais comum, como a de pêlo comprido não exigem especiais cuidados com a pelagem, bastando que sejam escovadas regularmente para que os pêlos mortos sejam removidos.

características

Curiosidades

O caçador norte-americano Howard Knight foi o primeiro a importar o Weimaraner para o seu país, em 1929. No entanto, a raça manteve-se desconhecida para a esmagadora maioria dos seus concidadãos. Foi com o regresso de muitos soldados norte-americanos a casa, após a participação na II Guerra Mundial, que o Weimaraner conheceu o auge da sua popularidade nos Estados Unidos, uma vez que, a paixão que estes soldados nutriram pelas aptidões físicas e temperamentais da raça levou a que muitos exemplares aportassem na margem de lá do Atlântico.

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